II Simpósio de Revitalização de Rios Urbanos


O evento será palco de apresentações e debates relacionados à revitalização de rios em áreas urbanas, reunindo especialistas da área de todo o país, a fim de ampliar o debate a cerca dos principais desafios envolvidos no processo de revitalização.

Programação

Mesa 1: Ordenamento territorial e Planejamento urbano

Mediador: Paulo Pellegrino (FAU-USP)

Palestrante 1: Monica Bahia Schlee (UFRJ), Rios como eixos de proteção e conexão urbana: propostas para o planejamento urbano integrado à paisagem

Palestrante 2: Hildelano Delanusse Theodoro (UFMG), Políticas públicas a favor das águas urbanas e da revitalização de rios-o caso da RMBH

Palestrante 3: Mario Thadeu Leme de Barros (POLI USP), Plano diretor de drenagem no contexto da revitalização de rios

Mesa 2: Controle de cargas poluentes, controle hidrológico e técnicas de recuperação ambiental

Mediador: Rodolfo Scarati (POLI-USP)

Palestrante 1: Rutinéia Tassi (UFSM), Biorretenções e telhados verdes no controle da qualidade do escoamento pluvial

Palestrante 2: Edison Airoldi (SABESP), Projeto Tietê e Impactos na Coleta e no Tratamento de Esgoto da RMSP

Palestrante 3: André Barreto (UFMG – WETLANDS CONSTRUIDOS), Wetlands construídos como ferramenta para revitalização de rios urbanos

Mesa 3: Exemplos de projetos

Mediador: Stela Goldenstein

Palestrante 1: Ana Paula Brites (FCTH-USP), O Projeto de Revitalização do Córrego Jaguaré

Palestrante 2: Priscilla Macedo Moura (UFMG), Manejo das águas pluviais usando técnicas verdes no campus UFMG Pampulha: uma abordagem sustentável para as águas urbanas

Palestrante 3:  Carlos leite (Stuch&Leite/Mackenzie), Sistema de parques lineares integrados do Rio Piracicaba

 

Fonte: http://iisrru.wixsite.com/iisrru/programao

 

Curso Saneamento Ecológico – Turma de Agosto


Curso Saneamento Ecológico – Turma de Agosto

CSE Curso Saneamento Ecológico 19/8/2017

Palestra de Pablo Heleno Sezerino – Wetlands Construidos


Palestra realizada no 3º Simpósio Brasileiro Sobre Wetlands Construídos dia 24/5/2017 na Universidade Don Bosco.

Fortalecer a atuação dos grupos de pesquisa na área de wetlands construídos e consolidar a troca de experiências entre as universidades brasileiras e internacionais, profissionais liberais, empresas ligadas ao ramo da Engenharia Sanitária e Ambiental e ONGs, que desenvolvem estudos e projetos no controle da poluição hídrica, mais especificamente no tratamento natural de efluentes.

3º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construídos.


O grupo Wetlands Brasil consolidou-se durante o 26º CBESA/ABES (2011) em Porto Alegre. Dessa forma, esse evento conta com duas edições anteriores, sendo a primeira (2013) realizada na Universidade Federal de Santa Catarina e a segunda concretizada em 2015 na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Em 2017 teremos o 3º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construídos, onde será possível consolidar os objetivos do grupo Wetlands Brasil, estabelecendo espaços e canais de comunicação que permitam a troca de experiências entre os diversos grupos de pesquisas vinculados às universidades brasileiras, institutos de pesquisas, profissionais liberais, empresas ligadas ao ramo da Engenharia Sanitária e Ambiental e ONGs, que desenvolvem estudos e projetos empregando sistemas tipo wetlands para melhoria das condições ambientais.
Assim como nas edições anteriores, a programação do 3º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construídos contará com palestras, mesa-redonda, apresentação de trabalhos orais e em painéis e visita técnica. Além disso, nesta edição, teremos como novidade a disponibilidade de minicursos.
Este ano haverá também a submissão de artigos para os Anais do 3º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construídos. Posteriormente a avalição da comissão editorial, os artigos serão selecionados para publicação na Revista Tecno-Lógica (ISSN 1982-6753) e na Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais (ISSN 2317-563X).
O 3º Simpósio Brasileiro sobre Wetlands Construídos será sediado na cidade de Campo Grande – MS, na Universidade Católica Dom Bosco/UCDB de 23 a 26 de maio.

Entrevista Wetlands Construídos com Prof. Marcelo Antunes Nolasco


Entrevista sobre o uso de wetlands construídos para o saneamento unifamiliar. Ela foi concedida na estação experimental de tratamento de esgotos, parte integrante e um dos produtos da Rede Nacional de Tratamento de Esgotos Descentralizados RENTED, foi construída no Centro Tecnológico de Hidráulica CTH / Escola Politécnica EPUSP, campus Butantã da USP, em São Paulo. O esgoto bruto foi proveniente do Conjunto Residencial da USP e do restaurante central da Cidade Universitária.

Palestra: Introdução ao Saneamento Ecológico


O tratamento de esgoto continua longe da universalização, mesmo em regiões metropolitanas como São Paulo. No entanto, são desses municípios do Cinturão Verde da cidade de São Paulo, que vem quase toda a água que os 22 milhões de habitantes da região metropolitana consomem. Justamente nesses municípios com importantes mananciais, a coleta e o tratamento do esgoto estão mito aquém do necessário. Nestes casos, a responsabilidade de tratar o esgoto é do morador individualmente, porém, a população não recebe orientações e suporte técnico necessário, poluindo muitas vezes o manancial de onde vem sua própria água. Frente a esse cenário, o saneamento ecológico surge como uma solução eficiente e barata, mas ainda pouco conhecida.
O intuito desta palestra é apresentar as diferentes técnicas possíveis para saneamento unifamiliar, com seus prós, contras e comparativos. Será apresentada também uma recente pesquisa da USP que atestou a eficiência e eficácia do tratamento de esgotos com a utilização de plantas, a chamada fitorremediação.

Facilitação: Rodolfo Almeida, Empresário, ambientalista, presidente da OSCIP SEAE – Sociedade Ecológica Amigos de Embu e diretor do Canal InfraVerde. Conselheiro nos conselhos COMAM – Conselho do Meio Ambiente Municipal de Embu das artes, CGAEV – Conselho Gestor da APA Embu Verde, RBCV – Reserva da Biosfera do Cinturão verde de São Paulo, CBH-AT – Comitê de Bacia Hidrográfica Alto Tietê.
Coordenação: Miriam Falótico, bióloga, doutora em Ciências e Educadora Ambiental na UMAPAZ

Público:
funcionários públicos, educadores; estudantes; conselheiros de meio ambiente; administradores de parques e interessados em geral.

Dia:
12 de maio de 2017, sexta-feira
Horário: das 14h às 17h
Local: Sede da UMAPAZ – Parque Ibirapuera. Av. Quarto Centenário, 1268.
Pedestres: Portão 7A.
Estacionamento: Portão 7 da Av. República do Líbano (Zona Azul).

Inscrições: aqui

Avaliação de um sistema descentralizado de tratamento de esgotos domésticos é tema de pesquisa na FSP USP


Buscar uma solução de baixo custo e simplificada para o tratamento descentralizado de esgotos domésticos, foi o objetivo da dissertação de mestrado “Avaliação de um sistema descentralizado de tratamento de esgotos domésticos em escala real composto por tanque séptico e wetland construída híbrida”, de autoria do Eng.º Civil Alexandre Antonio Jacob de Mendonça, defendida no último dia 06 de abril na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, sob orientação do Prof. Dr. Marcelo Antunes Nolasco.


Wetlands
construídas, terras úmidas construídas, leitos ou filtros cultivados ou plantados com macrófitas, leitos vegetados, banhados artificiais e alagados superficiais são algumas das inúmeras denominações utilizadas para designar sistemas de tratamento de esgotos concebidos e construídos pela interferência humana, constituídos por tanques, lagoas ou canais rasos com profundidade inferior a 1 metro, preenchidos por um substrato poroso e inerte (areia, cascalho, pedra, solo, etc) – onde há a formação de biofilme e o crescimento de uma população variada de micro-organismos – e cultivados com macrófitas aquáticas em que, de maneira natural e sob condições ambientais adequadas, ocorre o tratamento dos esgotos por processos biológicos, químicos e físicos, havendo ainda estruturas para controlar a direção do fluxo, o tempo de detenção hidráulica e o nível d’água.

A banca de avaliação da dissertação contou com a participação dos seguintes membros titulares: Prof.º Dr. Biólogo Marcelo Antunes Nolasco (Orientador), Colaborador do PPG em Saúde Pública da FSP-USP, Líder do GEPASS – Grupo de Pesquisa em Água, Saneamento e Sustentabilidade da EACH-USP, Prof.º Coordenador do PPG em Sustentabilidade da EACH-USP e Coordenador da USP no Projeto RENTED – Rede Nacional de Tratamento de Esgotos Descentralizados; Prof.º Dr. Eng.º Civil Roque Passos Piveli, da Escola Politécnica/USP – Depto. de Eng.ª Hidráulica e Ambiental, e do Prof.º Dr. Eng.º Químico Regis Nieto, da Universidade Presbiteriana Mackenzie e gerente do Setor de Avaliação Ambiental de Sistemas de Tratamento de Efluentes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Segundo o pesquisador, “a concentração demográfica e de sistemas coletivos de esgotamento sanitário dentro do perímetro urbano da maioria dos municípios brasileiros, dificulta a viabilização do fornecimento de serviços de tratamento de esgotos domésticos à habitações e núcleos habitacionais isolados situados em áreas periurbanas e rurais, intensificando os danos provocados pela poluição de origem antrópica ao meio ambiente e à preservação da saúde pública”, constatação que o motivou a fazer tal pesquisa.

Para contribuir no equacionamento deste problema, o presente estudo teve por finalidade avaliar um sistema de wetland construída híbrida em escala real, composto por uma unidade com fluxo contínuo subsuperficial vertical seguida por uma unidade de fluxo contínuo subsuperficial horizontal, cultivadas com capim Vetiver, para o tratamento de efluente proveniente de tanque séptico.

O experimento, parte integrante e um dos produtos da Rede Nacional de Tratamento de Esgotos Descentralizados – RENTED, foi construído no CTH/Escola Politécnica, campus Butantã da USP em São Paulo. O esgoto bruto foi proveniente do Conjunto Residencial da USP e do restaurante central da Cidade Universitária. O monitoramento do experimento em campo, incluindo o período inicial de partida, durou 6 meses consecutivos. Foram avaliados os parâmetros físico-químicos e microbiológicos do esgoto bruto e do efluente do tanque séptico e das câmaras da wetland construída híbrida durante 97 dias consecutivos.

Os resultados encontrados indicaram que, tanto as mudas jovens quanto as adultas de capim Vetiver adaptaram-se bem às condições ambientais. As eficiências médias de remoção no efluente tratado final quanto à matéria orgânica carbonácea foram de 96% e 90%, para DBO5,20 e DQO, respectivamente, 60% para P-total, 52% para P-PO4, 74% para SST, 96% para SSV, 75% para sólidos sedimentáveis, 44% para SDV, e entre 73% a 100% para óleos e graxas totais. A remoção de N-total foi, em média, de 40%, coliformes termotolerantes, média de 2 a 3 unidades log, Escherichia Coli, média entre 1 e 3 unidades log, Giardia sp, média de 99,995%, Cryptosporidium sp, média de 98,7%, Enterovírus, média de 99,6% e Ascaris sp, mínimo de 0,10 ovo/L. A remoção de sulfetos propiciou a geração de efluente tratado sem odores desagradáveis. A diminuição da vazão aplicada e a elevação do TDH influenciaram positivamente no desempenho do sistema com relação às remoções dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos.

Com base no presente estudo, segundo o pesquisador, “ficou evidente o benefício da associação de wetlands construídas com fluxo vertical e horizontal no tratamento de efluente de tanque séptico e o capim Vetiver apresentou bom potencial de utilização em wetlands construídas para tratamento de esgotos domésticos.

O sistema experimental de tratamento apresentou flexibilidade operacional, mantendo bom desempenho inclusive nos períodos de sobrecarga. A qualidade do efluente tratado final obtido no presente estudo atende às exigências de lançamento e aos padrões de emissão de efluentes líquidos em corpos d’água e em sistemas públicos de esgotamento sanitário definidos na legislação ambiental federal e do Estado de São Paulo.

A tecnologia de wetlands construídas híbridas associada ao tratamento de efluentes de tanque séptico apresentou bom potencial para o tratamento descentralizado de esgotos domésticos, inclusive em regiões com pouca disponibilidade de área livre.

Mais informações com Alexandre pelo e-mail: alexandreajmendonca@usp.br

Fonte: http://www.fsp.usp.br/site/noticias/mostrar/5614