Cisterna


Diferente das demais tipologias, as cisternas podem também ter contribuição para a drenagem urbana porém, seu intuito maior é armazenar e possibilitar o aproveitamento das águas pluviais. Podem ser adaptadas em diversos recipientes mas, para sua completa eficiência, devem ser contemplados alguns quesitos:

  • Material atóxico e impermeável, que não transmita cheiro ou sabor à agua
  • Filtro para conter material em suspensão nas águas pluviais, locado na tubulação de entrada da água
  • Dispositivo para o descarte da água de escoamento inicial (na falta de dados, a Associação Brasileira de Normas Técnivas – ABNT, recomenda o descarte de 2 mm da precipitação inicial em sua norma NBR 15527/07)
  • Recomenda-se que sejam enterradas visando diminuir a variação da temperatura interna
  • Bloqueio da entrada de luz solar (para evitar a proliferação de algas)
  • Estrutura rígida que permita a sustentação quando estiverem vazias, nos períodos de estiagem
  • Propiciem baixa manutenção e fácil limpeza (recomenda-se a limpeza do reservatório uma vez ao ano)
  • Extravasor de nível

No término da tubulação proveniente da calha, instala-se um filtro e um dispositivo que descarta o escoamento inicial das águas pluviais. Além disso, já dentro da cisterna, deve ser previsto um “freio d’água” que irá impedir a agitação e suspensão das partículas decantadas no fundo da cisterna. O excedente de água, flui pelo extravasor de nível que pode ser direcionado para as galerias pluviais. Sistemas simples e menores, tais como cisternas em tambores e galões, agregam uma torneira no recipiente, propiciando o uso da água em quintais e jardins. Caso a edificação tenha uma reservatório e tubulação separada, a água da cisterna será então bombeada para esse sistema.

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Frente a atual crise hídrica em São Paulo, diversos grupos tem divulgado sistemas simples de mini-cisternas em tambores/bombonas, com cerca de 200 litros de capacidade. Abaixo, um desses modelos contém o freio d’água, filtro e torneira para utilização da água acumulada.

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Para maior capacidade de armazenamento, podem ser utilizadas caixas d’água ou cisternas de fibrocimento que, em geral, ficam enterradas no solo. Um sistema hidráulico de água de reuso então, irá alimentar pontos como vasos sanitários e torneiras de jardim.

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Nos Estados Unidos e Austrália, aonde já é comum a utilização de água de reuso, encontra-se um grande leque de fornecedores e diversos modelos de cisternas.

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Pode-se também, prever o armazenamento de água interligado a um wetland. O sistema deve ter um nível d’água constante e, além das águas pluviais, pode receber as águas cinzas da edificação que, após ser filtrada por fitoremediação, pode ser bombeada para um sistema de reuso. Além disso, é uma solução paisagística agradável que pode se integrar facilmente ao jardim.

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Temos então as cisternas como dispositivos de armazenamento que possibilitam o reuso da água, possibilitando então diminuir o consumo da água tratada pelo sistema público.